| Chacara Mont Serrat em Itapevi terá regularização de rede elétrica |
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Atualmente cerca de 500 moradias do bairro utilizam recursos não-convencionais para o fornecimento de luz elétrica, em função de não haver rede elétrica da concessionária na localidade. O cadastro será realizado por estagiários da administração municipal, que percorrerão as residências e tomarão informações sobre as moradias do bairro, para contabilizar o número exato de instalações a serem realizadas pela Eletropaulo. A coleta de informações está sendo conduzida pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (SDUMA) da Prefeitura de Itapevi. A ação da Prefeitura já desperta a esperança nos moradores daquela região, que há muito esperavam pela instalação dessas melhorias. “Moro aqui há três anos e preciso da rede elétrica regular, porque não posso comprar sequer uma máquina de frango assado, porque esta instalação não suporta a carga”, afirma Miltes Barros, que possui uma pequena mercearia no bairro. Além da instalação de postes, cabos e medidores de energia, o bairro contará com iluminação pública, o que garante mais segurança aos moradores. Estimativas da SDUMA apontam que cerca de 15% das moradias de Itapevi contam com rede elétrica clandestina. A administração municipal tem buscado opções para a regularização desses casos, através de ações conjuntas com a Eletropaulo. “Somente em 2007 regularizamos mais de 1,2 mil residências em bairros como Parque Suburbano, Jardim Paulista, Parque Boa Esperança, Jardim Briquet e Ambuitá”, destaca Fernando Boletti, técnico da Secretaria. A expectativa da Prefeitura é de atender a mais dois mil domicílios até o final de 2008, nos bairros Jardim Alabama, Recanto Paulistano, Jardim Briquet, Jardim Vitápolis e Jardim Itacolomi. PERIGO O vice-prefeito Jaci Tadeu, que também é responsável pela SDUMA, ressalta a importância da regularização do fornecimento de energia elétrica nos bairros da cidade. “Trata-se de uma medida de segurança, uma vez que essas ligações clandestinas podem danificar aparelhos elétricos e causar inclusive incêndios nas residências, a partir de um simples curto-circuito. Isso sem mencionar a possibilidade de ocorrer descargas elétricas, que podem até matar uma pessoa”. “Além disso, esta é uma medida social, pois, em muitos casos o morador não tem condição de custear a instalação de um medidor. Nesses casos, a Prefeitura arca com o valor da instalação e, caso o usuário participe de programas sociais do Governo Federal, eles são enquadrados na tarifa social de baixa renda da Eletropaulo”, completa a prefeita Dra. Ruth Banholzer. A tarifa corresponde a descontos no valor da conta mensal de energia elétrica, caso o usuário mantenha um consumo mensal médio de 80 a 220 kWh.
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