| Emidio propõe revitalização do Centro e expansão até o Bonfim |
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| 06 de março de 2009 | |||||||
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A exposição, que aconteceu no auditório da Associação Comercial e Empresarial de Osasco (Aceo) foi feita pelo diretor de Planejamento Urbano da Secretaria de Habitação da Prefeitura, Álvaro Melo. A operação urbana prevê que o rio Tietê, hoje uma das barreiras que divide a cidade entre as zonas Norte e Sul, seja usado como uma linha de expansão da região central da cidade, integrando também o bairro do Bonfim e toda a área entre a linha ferroviária e a rodovia Castelo Branco. “Por isso, já temos em desenvolvimento o Projeto Tietê I, que prevê um grande parque ao longo de suas margens. E o Tietê II seria a continuidade dessa ação, com intervenção nas áreas residenciais, industriais, de comércio e institucionais dessa região”, explicou. Entre as ações previstas estão a construção de uma ponte e duas passarelas sobre o Rio Tietê, interligando o Bonfim ao Centro, a criação de novas áreas comerciais e industriais na região e ainda a transformação da antiga fábrica da Hervy, hoje abandonada, na nova sede da prefeitura e da Câmara Municipal, espaço que abrigaria também um centro cultural. “Esse é o primeiro estudo para viabilizar uma proposta. Os próximos passos serão audiências públicas para discuti-lo com toda a cidade e a elaboração de um projeto que será enviado à Câmara Municipal”, afirmou. Ainda no evento, o prefeito Emidio de Souza detalhou outras ações do projeto. Segundo ele, a principal meta é recuperar uma área que, apesar de estar a apenas 10 metros da região central, hoje está seccionada pela ferrovia e degradada, mas que tem um grande apelo comercial por estar às margens da rodovia Castelo Branco. “Quando delimitamos o projeto Tietê II entre a Castelo Branco e a linha férrea, queremos trazer para cá o mesmo padrão existente em outros pontos das margens da rodovia. Em Barueri, por exemplo, elas abrigam, no Tamboré e em Alphaville, escritórios de alto padrão, sedes de empresas, hotéis e shoppings centers. Mas quando chegamos em Osasco, há um desabamento da qualidade urbana. Com esse projeto, vamos fazer mudanças na legislação para permitir que as margens da Castelo, quando passam para Osasco, também sejam ocupadas de maneira mais nobre, gerando emprego, renda e melhorando o padrão urbano e visual de nossa cidade”, explicou. Emidio afirmou ainda que esse projeto tem desenvolvimento a longo prazo e que precisa da participação da iniciativa privada. “Muitos poderão considerar a proposta ousada demais, mas governar exige ousadia. Mesmo quando os problemas não podem ser resolvidos integralmente dentro de sua gestão, se a solução proposta tiver começo, meio e fim, qualquer governante que venha depois vai dar continuidade. Além disso, essa ousadia não é baseada no Orçamento municipal, porque seria vender ilusão achar que a prefeitura poderia fazer isso sozinha. A operação urbana é uma experiência que já deu certo em muitos lugares graças às parcerias com a iniciativa privada”, afirmou. As próximas etapas da iniciativa também foram destacadas pelo prefeito. “Estamos dizendo, com esse projeto, o que queremos que seja Osasco nos próximos anos. E passo após passo vai ser dado. Primeiro, com a modernização dos trens. Depois, com a mudança, que vai ser enviada à Câmara, no padrão de construção e zoneamento daquela região, para torná-la atrativa a novos empreendimentos. Tenho certeza que a iniciativa privada pode, deve e vai ajudar Osasco a superar essa área degradada”, disse. CONVÊNIO COM A CPTM Por meio da parceria, administração cedeu uma faixa da Rua Erasmo Braga, em Presidente Altino, à companhia, que vai usá-la para ampliar a linha ferroviária no trecho que corta Osasco. Segundo o presidente da CPTM, Sérgio Henrique Passos Avelleda, que também participou do evento, essa medida vai ajudar trazer o “padrão Metrô” de qualidade aos trens que cortam o município, o que significa viagens mais rápidas. “Atendemos Osasco com duas linhas, a 8, que vai de Itapevi a Júlio Prestes, e a 9, que começa aqui e segue até Jurubatuba. Para a linha 8, existem 2 plataformas na estação de Osasco e, por meio de um estratégia operacional da CPTM, já conseguimos reduzir o intervalo. Já a linha 9, que é fundamental para a cidade, pois terá conexão com o metrô, conta com apenas 1 plataforma. Então, quando um trem chega, precisa ficar esperando o outro sair para poder estacionar. Se não tivesse essa restrição, poderíamos baixar, imediatamente, em um minuto o intervalo entre os trens no horário de pico. Mas, para fazer essa plataforma, precisamos intervir nessa rua, que é alvo da parceria”, explicou. Em contrapartida, a CPTM fará a reforma de todas as estações de trem da cidade. Além de novo modelo arquitetônico, elas ganharão passarelas e acesso para os dois lados, o que, no caso da estação de Osasco, será fundamental para a integração do centro com o bairro do Bonfim, prevista na Operação Tietê II. Emidio classificou essa parceria como muito importante para a cidade. “Não estamos tratando apenas de um trem que demora menos. Com a interligação com o metrô, a partir de 2010, qualquer trabalhador de Osasco pode encontrar emprego mais facilmente, pois terá acesso rápido a São Paulo. E qualquer empresa, quando for escolher um local para se instalar, pode escolher esse novo centro, porque o trabalhador que vier de São Paulo vai ter condições de chegar aqui”, disse. Ele também anunciou intervenções da prefeitura após as obras de reforma da estação do Km 18. “Com a criação de uma saída da estação para a região Norte, vamos fazer uma passarela de ligação com o Jardim Piratininga, beneficiando milhares de pessoas que vão ter acesso ao metrô sem precisar dar a volta que dão hoje”, anunciou. Emidio aproveitou o evento para fazer outras duas reivindicações ao presidente da CPTM: as cessões, ao município, da Vila Leonor (conjunto de casas que pertenciam aos ferroviários, próximo ao Bonfim) e da estação desativada do Km 18 (conhecida como “Paradinha”), hoje degradadas, para serem transformadas em centros culturais e de preservação do patrimônio. “Osasco não tem muitos imóveis de valor histórico. Então, os poucos que possui devem ser preservados”, acrescentou.
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