| Celso Giglio intermedia encontro para tentar recuperação do ‘Nova Grécia’ |
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| 17 de abril de 2009 | |||||||
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O Conjunto ‘Nova Grécia’ ainda tem chance de ser destinado a que veio, e ser transformado em prédio residencial. A boa notícia é resultado do encontro entre o secretário da Habitação e presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Lair Krähenbühl, com a Comissão da Câmara de Osasco, que estuda uma solução para o conjunto. O encontro foi realizado no início da semana, em função do empenho do deputado estadual Celso Giglio, que marcou a audiência, graças ao trânsito que possui nas secretarias do Governo do Estado. Giglio disse aos membros da comissão e ao secretário que essa era uma preocupação antiga. “O local tornou-se um ponto perigoso na cidade, servindo de abrigo para marginais. Além de destoar do desenvolvimento de Osasco”. O secretário Lair fez um pré-acordo com os membros da comissão, formada pelos vereadores Jair Assaf (presidente), Ana Paula Rossi (secretária), Valdomiro Ventura (membro), Eduardo Pereira Martins (membro) e João Góis (membro), de forma a deixar o ‘Nova Grécia’ em condições de uso. Para tanto, o secretário já solicitou um novo laudo técnico do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), já que a última foi realizada em 2002, e conseguir um acordo da dívida da Urbanizadora Continental (responsável pelo empreendimento) cujo débito de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) está na casa de R$1 bilhão. “A idéia é conseguir retirar o pedido de execução através da União. Assim, o Estado, por intermédio do CDHU ficará responsável pela reforma dos 200 apartamentos”, contou a vereadora Ana Paula Rossi. Ela disse que ficou impressionada com a disposição do secretário. “No mesmo momento ele pegou o telefone e começou a fazer ligações. Reconheço que a presença do deputado Celso Giglio abriu as portas para a comissão”. Um dos contatos feito pelo secretário foi para a superintendente do Patrimônio da União, que em breve, receberá a comissão de Osasco. O presidente da comissão, Jair Assaf, lembrou que em 2002, o então governador Geraldo Alckmin, decretou a área de interesse social, para implantação de programa de habitação para famílias de baixa renda. Nesse decreto, o CDHU ficou autorizado em fazer a desapropriação em regime de urgência em processo judicial, mas não existe o processo citado. “Durante a campanha eleitoral, o atual prefeito fez constar duas vezes em seu programa de governo que daria uma solução ao problema da Nova Grécia, mas até o momento a Câmara não tem conhecimento de nenhuma providência, justo numa cidade que apresenta sérios problemas habitacionais”. Entenda o caso Há mais de 30 anos, foi dado início à construção do Conjunto Residencial Nova Grécia, localizado no Conjunto Hervy, pela então construtora Intro (falida) e pela Caixa Econômica Federal, credora hipotecária do imóvel. A obra foi embargada pelo prefeito da época porque invadiu área pública. O empreendimento foi capitalizado com recursos da incorporadora, no caso a Urbanizadora Continental. Após passar por um longo período de negociação, a construtora compensou a municipalidade com outras áreas, porém, acabou decretando falência. Com isso, o empreendimento foi passado para a Urbanizadora Continental, que logo em seguida também sofreu intervenção, e as propriedades foram dadas como garantia para esses débitos.
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