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Carapicuíba
Reação de moradores no Gopiuva faz Prefeitura cassar licença de ‘Bota Fora’
| Reação de moradores no Gopiuva faz Prefeitura cassar licença de ‘Bota Fora’ |
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| 22 de maio de 2009 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Inconformados com o descaso total das empresas instaladas no local e ainda com a demora no atendimento das suas solicitações pelas autoridades municipais, os moradores se reuniram na quarta-feira, 20, na praça da igreja, liderados pelo Sr. José Carlos de Oliveira, o Zeca do Bicho, onde distribuíram panfletos conclamando a população do local a reagir contra as empresas. Eles se dirigiram na noite da mesma quarta-feira a Câmara Municipal, onde explicaram sua situação aos vereadores e presentes. Na manhã desta quinta-feira, 21, novamente eles se reuniram e chamaram a imprensa para contar o que estava acontecendo no local. Segundo os moradores o tráfego intenso de caminhões carregados de combustíveis, entulho e madeira, ocasionado pelas empresas estabelecidas em um terreno alugado na estrada da Gabiroba, na altura dos números, 1.000 até 1.100, seria um dos problemas. O outro seria a quantidade de entulho depositada no local com mais de 10 metros de altura, onde segundo eles o entulho é depositado durante o dia e retirado durante a noite. O grande tráfego de caminhões (que segundo eles em uma só noite chegam a ser até 500 caminhões, só de entulho) deixa a rua em petição de miséria, tal a quantidade de pó acumulada. As empresas lavam todos os dias a Estrada da Gabiroba com um carro pipa, causando com isto outro grande problema, o entupimento dos bueiros, já que água do caminhão leva toda a lama produzida para dentro deles, entupindo-os. O que acaba causando enchente na praça da igreja, e nas ruas abaixo. Outra reclamação dos moradores são os atropelamentos constantes naquela estrada, já que as pessoas e crianças são obrigados a andar pela rua, porque o restante do terreno alugado para as empresas, não possui calçada e o mato tomou até a rua. Com a presença dos jornais Guia Carapicuíba e Primeira Edição, das reportagens das televisões Oeste TV, Bandeirantes e Record os moradores foram até as empresas onde foram recebidos por funcionários que queriam barrar sua entrada. Com a pressão popular aumentando, a prefeitura enviou a coordenadora do departamento de comunicação Cida Diniz, com a informação de que a prefeitura estaria cassando a licença de funcionamento da empresa de transbordo de entulho no local. O secretário de desenvolvimento urbano Alexandre Pimentel também compareceu e confirmou o embargo da empresa Marushin Construções e Comércio Ltda., com a cassação de sua licença de funcionamento e afirmou que iria verificar as licenças das outras duas empresas que ali atuam. Alexandre Pimentel informou que a empresa embargada, possuía licença da CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), para efetuar o transbordo e triagem de entulho de construção civil, em uma área de 1.000 m2 no local, mas que efetivamente o local estava servindo apenas de transbordo em tal quantidade que resolvemos cassar sua licença de funcionamento no município por estar totalmente em desacordo com o permitido. A prefeitura só vai permitir a partir de agora a retirada do material depositado. Ainda segundo o secretário na ultima segunda-feira, 18, em reunião com outros secretários municipais, o comandante da Polícia Militar, José Belantoni Filho, o delegado seccional de Carapicuíba Youssef Abou Chain, e o delegado de Meio Ambiente da Delegacia Seccional, Marcelo José do Prado. Foi firmada parceria entre a Prefeitura e a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo para a adoção de ações conjuntas visando o controle dos bota-foras e que as Policias Militar e Civil possam manter vigilância nos locais. Que segundo Pimentel, são 85 os pontos de depósitos clandestinos no município. Quando um veículo estiver depositando entulho em local proibido denuncie por telefone: Polícia Civil (4184-2345), Polícia Militar (4169-6561), Secretaria de Desenvolvimento Urbano (4184-2460), Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade (4184-1443).
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