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*Maurilio Candido Jr “O Dia Internacional contra a Corrupção”, 09 de Dezembro foi lembrado e marcado por diversos fatos no Brasil. O presidente Lula enviou ao Congresso projeto de lei que torna hediondo os crimes de corrupção e aumenta as penas para crimes correlatos, como o peculato, a concussão e a corrupção passiva. O inconformismo da sociedade aumenta cada dia mais com a enxurrada de escândalos envolvendo políticos de todas as bandeiras e ideologias. O caso envolvendo o governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal é apenas mais um caso e não será o último. Nos últimos tempos: mensalão do PT, mensalão do PSDB envolvendo o ex-governador Eduardo Azeredo das Minas Gerais e agora o mensalão do DEM em Brasília, Distrito federal.
Em toda sociedade brasileira, a discussão sobre a reforma política, ganha força e se torna necessária, para barrar a gigantesca onda de irregularidades existentes na vida pública. A Lei, se aprovada, irá endurecer bastante para os políticos eleitos e as autoridades com poder decisório. Governadores, prefeitos, vereadores deputados, senadores, além de dirigentes de empresas públicas poderão ter pena mínima de oito anos, caso cheguem a ser apanhados em tais atos. Os crimes de corrupção se tornam hediondos, inafiançáveis e podem mantê-los em prisão temporária por até 60 dias. È extremamente necessário e urgente que a sociedade pressione o Congresso para que aprove as mudanças que há muito tempo dormitam nas mesas dos congressistas. Por conta desse desinteresse, tanto da sociedade, quanto dos congressistas é que o país vive hoje uma de suas piores crises institucionais. Com tudo isso o cidadão brasileiro se desencanta cada vez mais com o processo político. Fato comprovado a cada novo período eleitoral, com o crescente número de votos brancos, nulos e abstenções. O brasileiro a cada dia se afasta mais dos políticos e dos partidos. Dessa forma, as decisões políticas da nação, são decididas em conchavos a portas fechadas e entre poucos lideres partidários, sem a menor condição de representação e participação popular. As pessoas que postulam os cargos políticos nas próximas eleições, já agora em 2010, deveriam se mobilizar, exigir e assumir uma nova postura com relação as atribuições públicas, para ocuparem o lugar dos maus políticos. Cobrança de atitude e “Reforma Política”, seria algumas das alternativas para que se combata o gigantesco monstro da corrupção. Mais do que a dos políticos, a participação da sociedade é necessária, como fator de decisão e mudança de postura. O que o povo quer mesmo é que, os corruptos sejam definitivamente alijados da vida pública e punidos com o total rigor da lei, devolvendo aos cofres públicos, devidamente corrigidos, os valores usurpados e, que sejam privados da liberdade como todo ladrão. É o que todas as pessoas de bem esperam e exigem. E que a idéia de tornar a corrupção crime inafiançável e imprescritível seja difundida à exaustão para que os nossos legisladores sejam convencidos disto!
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