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Oposição quer CPI agora no Senado PDF Imprimir E-mail

Depois de receber o aval das bancadas do PSDB e do DEM, ex-PFL, a oposição começou ontem à noite a colher assinaturas para criar uma CPI do Apagão Aéreo no Senado. O objetivo é investigar denúncias de corrupção na Infraero, o acidente com o avião da Gol, paralisações feitas por controladores de tráfego aéreo e panes em equipamentos nos aeroportos.

A oposição resolveu se antecipar à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e, se a deliberação do Judiciário for pela instalação da CPI na Câmara, a intenção é que as duas comissões parlamentares de inquérito funcionem ao mesmo tempo.

O plenário da Câmara arquivou no mês passado o requerimento que criava a CPI por 308 votos a 141. A oposição recorreu ao STF e o ministro Celso de Mello concedeu liminar obrigando o presidente da Casa, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), a desarquivar o documento. Para que a comissão seja instalada na Câmara, no entanto, é preciso aguardar a decisão do plenário do tribunal.

No Senado são necessárias 27 assinaturas para criar uma CPI. As bancadas do DEM e do PSDB, que reúnem 30 senadores, contam com pelo menos 28 assinaturas. Isso porque o DEM não terá o apoio de todos os seus membros. Os senadores Edison Lobão (MA) e Adelmir Santana (DF) só assinarão o requerimento em último caso. Lobão é ligado ao senador José Sarney (PMDB-MA), um dos principais aliados do governo, e Santana foi eleito presidente do Conselho Nacional do Sebrae com apoio do Planalto.

Até o início da noite de ontem, cinco senadores haviam assinado o requerimento. Os dois partidos devem contar ainda com apoios no PMDB e no PDT. A oposição quer ter o respaldo de no mínimo 35 senadores por segurança, já que é possível retirar assinaturas depois que o requerimento é protocolado.

Já o PSDB deu respaldo a contragosto para a criação da CPI, pressionado pelo DEM. "A ponderação maior da bancada foi que a CPI tem que ter resultado, e não criar crises artificiais, senão vamos passar uma carta de inocência para culpados", disse o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM).

Ele negou que haja relação entre a reticência do PSDB quanto à CPI do Apagão Aéreo e a criação da CPI da Nossa Caixa na Assembléia Legislativa de São Paulo. Essa última pretende investigar o suposto uso político de verbas da Nossa Caixa durante o governo Geraldo Alckmin e sua criação está sendo impedida pelos tucanos.

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